Sou
- Sandra Subtil
- Portalegre, Portugal
- "Sonho que sou alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quanto mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho...E não sou nada!..." Florbela Espanca
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Longe no tempo
Longe no espaço
Tão perto dos sentidos!
Um turbilhão crescente entre o querer e não querer
Uma indecisão constante entre o dizer ou calar; fazer ou parar!
São confusos os sentimentos:
Vontade de ir mais além;
Medo do desconhecido;
Desejo de mais, quando nada se teve.
Não querer olhar para trás;
Esquecer o sofrimento que matou a ilusão;
Acreditar que o amor pode ser verdadeiro mesmo que não exista.
Fechar os olhos por um momento e crer que a história da vida pode ter um final feliz, como nos contos de
fadas onde o para sempre é real.
domingo, 29 de maio de 2011
(In)certeza
Não posso
Não quero
Não aceito
Eu sou mais eu!!!
E tenho o direito de escolher
O que é melhor para mim...
Ass: A outra
Um bocado cansada dos problemas do blogger, honestamente...Eu e a outra de mim.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Da luz que há em mim
Fui agraciada com mais um convite generoso.
Desta vez navego Entre Marés .http://minhasmares.com.br/2011/05/convidada-sandra-subtil/
Um beijinho Suzana e obrigada de coração.
Quero pedir desculpa a todos pela ausência de comentários da minha parte, mas estou com problemas no blogger. As minhas visitas têm sido silenciosas.
Apenas consigo comentar em alguns blog's, noutros só como anónima ou nem isso. Um beijo para todos.
Desta vez navego Entre Marés .http://minhasmares.com.br/2011/05/convidada-sandra-subtil/
Um beijinho Suzana e obrigada de coração.
Quero pedir desculpa a todos pela ausência de comentários da minha parte, mas estou com problemas no blogger. As minhas visitas têm sido silenciosas.
Apenas consigo comentar em alguns blog's, noutros só como anónima ou nem isso. Um beijo para todos.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Crucivida
Mais uma vez
Abençoada.
Tremo de emoção
E sinto-te:
Raio de sol
Nascente
Invadindo todo o meu ser.
Dádiva divina,
Amor
Desmedido,
Eterno.
sábado, 21 de maio de 2011
Tic-tac
Foto de Fernando Batista
Tic-tac, tic-tac
Sinto os dias a avançar
nesta máquina do tempo
tão complexa e indefinida.
Vejo as horas a correr
e mudo as pilhas à ilusão
[Não a quero dormente, é fonte de energia]
Tic-tac, tic-tac
Ouço os minutos a passar
e dou corda às emoções
Seu efeito emoliente
é-me indispensável, crucial
para saborear intensamente
cada segundo que morre
no calendário da vida.
Tic-tac, tic-tac
Tic-tac, tic-tac
Tic-tac, tic-tac
_____________________
Tic-tac, tic-tac
Sinto os dias a avançar
nesta máquina do tempo
tão complexa e indefinida.
Vejo as horas a correr
e mudo as pilhas à ilusão
[Não a quero dormente, é fonte de energia]
Tic-tac, tic-tac
Ouço os minutos a passar
e dou corda às emoções
Seu efeito emoliente
é-me indispensável, crucial
para saborear intensamente
cada segundo que morre
no calendário da vida.
Tic-tac, tic-tac
Tic-tac, tic-tac
Tic-tac, tic-tac
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Nús teus braços
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Céu maior este que hoje me enfeita
É tecido a ponto luz
e perfumado de jasmim.
Mãos hábeis o urdiram
Numa inspiração sem fim.
As aves debicam suas linhas
frágeis, sedosas e coloridas.
Entrelaçam-nas com o zelo
De quem lambe as suas feridas.
Olho-te.
Nús, os teus braços.
E aí se desfaz em retalhos
A manta celeste que me cobre.
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Céu maior este que hoje me enfeita
É tecido a ponto luz
e perfumado de jasmim.
Mãos hábeis o urdiram
Numa inspiração sem fim.
As aves debicam suas linhas
frágeis, sedosas e coloridas.
Entrelaçam-nas com o zelo
De quem lambe as suas feridas.
Olho-te.
Nús, os teus braços.
E aí se desfaz em retalhos
A manta celeste que me cobre.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sentido obrigatório
Foto de Fernando Batista
"Leva-me à lua"
Murmuras baixinho, quase em silêncio
(Sabes que me arranham no peito
palavras gritadas no sabor da paixão)
" É sempre em frente"
Respondo calada
Com cócegas na traqueia inflamada.
Prendes o meu hálito entre os teus dedos
e sopras suavemente.
Juntos olhamos as bolas de vida
Que sobem ao espaço destilando desejo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
nova estação
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Embatem em mim todos os vendavais de Outono.
A alma troveja
E o corpo estremece
tantas as chuvas de Inverno que o assolam.
Ah!
Para quando a doce chegada de madressilvas em flor?
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Embatem em mim todos os vendavais de Outono.
A alma troveja
E o corpo estremece
tantas as chuvas de Inverno que o assolam.
Ah!
Para quando a doce chegada de madressilvas em flor?
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Flor sem pétalas ( reeditado)
( Foto retirada da net )
No som frio do silêncio
Sinto o teu cheiro adocicado.
Chega levemente, de mansinho e tudo invade em redor.
Envolve-me numa suave carícia
E entranha-se na pele
Deixando confusos os sentidos
e parado o coração.
Estagno. Espreito. Procuro.
Rebusco em cada canto
desta casa redonda que é a vida
e aí te encontro:
chuva sem água
lume sem calor
paixão sem amor
céu sem estrelas
Flor sem pétalas.
Como, ainda assim, exalas tanto perfume?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Trago borboletas esvoaçando no peito.
Querem encontrar saída
E nada descobrem.
Espalham pelo meu corpo
Grãos de pólen beliscados nas flores dos teus lábios.
São esvoaçantes, irrequietas, coloridas
E não sei quanto tempo mais
O meu coração aguenta...
Creio que um dia vai explodir.
Então um arco-íris com travo de mel
e cheiro a miosótis
Invadirá o teu jardim.
sábado, 30 de abril de 2011
Obrigada
Coloquei neste blog em Maio de 2010 o meu primeiro post.
Uma brincadeira...(pensava eu)
Estive meses sem voltar aqui e em Janeiro deste ano retomei esta partilha de escritos e sentidos.
Os primeiros comentários e seguidores foram uma surpresa ( beijinho AC e Natural Origin), o que se seguiu uma alegria e fantástica magia.
Tantas amizades descobertas, tantos sonhos viajados aqui e além mar.
Encontrei gente tão boa e a escrever tão bem! Gente de alma e coração maior !
E o mais incrível: muitos deles seguem-me , lêem-me e comentam-me!!!
Obrigada a todos! Tornaram os meus sentidos mais coloridos.
É para vós este selo , este mimo, este beijo.
Um obrigada especial aos meus amigos Helena Figueiredo e Fernando Batista (poetas de imagens) que me facultam generosamente as suas fotos, emprestando um novo brilho às minhas palavras.
A todos : muita luz, amor e poesia!
terça-feira, 26 de abril de 2011
As mãos
Imagem retirada da net
Se beberes um dia a luz
que irradia das minhas mãos
Cegarás.
É nelas que carrego
a dor
o sofrimento
a tristeza
a angústia
a insatisfação.
Carrego nelas a minha vida
E os teus olhos não suportarão.
Serão contagiados pelo breu dos meus dias.
Necessitarás então de mãos que te guiem.
Ainda quererás as minhas?
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Na Páscoa, com carinho
Recebi este mimo do amigo Runa do blog seguindooescoardotempo, que aconselho vivamente a todos.
Segundo ele "MEME é uma palavra que vem de mimo, gentileza... uma forma de conhecer melhor o nosso amigo blogueiro".
É sempre agradável receber estas demonstrações de afecto. Obrigada Runa!
As regras, para quem as recebe, são as seguintes:
1 - Indicar 10 blogs (ou mais) para o MEME;
2 - Avisar os indicados;
3 - Escrever e postar 10 coisas que você gosta;
Perdoem-me por não cumprir as regras na sua totalidade, mas é para mim muito dificil escolher 10 de entre todos os que generosamente me acompanham, lêem e comentam.
Por isso, este MEME é para todos os que me visitam e acarinham.
É vosso.
10 coisas de que eu gosto:
1 – O meu filho
2 – A minha família
3 – Escrever
4 – Ler
5 – Viajar ( nem que seja em sonhos)
6 – Cheiro de terra molhada
7 – Ouvir música
8 – Ver um bom filme
9 – Jogar no Facebook ( tenho os meus vícios, também!)
10- Comer camarões grelhados
Aproveito também para desejar a todos uma Santa Páscoa! Que as amêndoas e os ovos de chocolate não adocem demais os nossos dias fazendo-nos esquecer do verdadeiro significado desta quadra.
Um beijinho para todos.
Bem hajam.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Ferida
Foto de Fernando Batista
Há palavras que ferem
São cruéis, sangrentas
Abrem chagas no coração.
Mas há silêncios
Que se infiltram no olhar
E percorrem todas as veias
Correendo as células,
atingindo em cheio a alma
E aí magoam muito mais.
domingo, 17 de abril de 2011
Mata (d)os medos
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Há naquela mata
Uma clareira escura onde ninguém ousa pisar
Até as aves do bosque recusam aí nidificar.
Nesta eira sem luz, sem cor e sem beira
enclausuram-se receios, encerram-se temores,
arrepia-se caminho com celeridade, evitando olhar para trás.
Fareja-se a clorofila
egocentricamente
abrem-se narinas e alvéolos
para absorver só para si
pequenos flocos de vida que chegam nas asas da manhã.
E se de repente uma chama ateia esta mata?
Terá o nosso sopro solitário força para a extinguir?
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O dia em que o meu coração começou a bater fora do peito
Olhar nos teus olhos
É sentir um arco-íris de emoções.
Ver um sorriso teu
É ser atingida por flechas embebidas de amor e gratidão.
Limpar as tuas lágrimas
É guardar preciosas pérolas
Entre os meus dedos.
Receber o teu abraço
É ter o mundo inteiro nas minhas mãos.
Ouvir a tua voz
É degustar a mais doce melodia
de coros angelicais.
Sentir o teu cheiro
É arder em fogueiras de alecrim.
Meu filho!
No dia em que tu nasceste
O coração saiu-me do peito
Mas vê lá bem a ironia
Só aí começou a existir vida em mim.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Do Fogo que em mim corre
Fui convidada pelo amigo Garibaldi para participar no seu Rosários de Fogo, por isso desta vez poderão encontrar-me em http://versosdefogo.blogspot.com/2011/04/do-fogo-que-em-mim-corre.html
Mais do que um prazer foi uma honra ter sido agraciada com este convite.
Bem hajas Garibaldi pela tua generosidade!
Mais do que um prazer foi uma honra ter sido agraciada com este convite.
Bem hajas Garibaldi pela tua generosidade!
domingo, 10 de abril de 2011
Neva no Inferno
Foto de Leninhaf
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
Haverá maior inferno que o coração dos homens?
Porque chora quando deve rir
E canta em vez de chorar?
Porque diz sim quando se espera negação?
E é fraco quando barreiras devia quebrar ?
Ah! Inferno este
Que tudo inflama e queima em redor.
É tormento na Primavera
É vulcão em pleno Verão
Não dando descanso ao corpo fraco
Que o carrega com esgares de dor.
Afinal (e que esquisito)
Também neva no Inferno
e a culpa é dessa coisa
A que decidiram chamar Amor.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Teia proibida
(imagem retirada da net)
Ficam suspensos os desejos
Como aracnídeos depois de arduamente tecerem suas teias,
Perfeitas abcissas da Natureza.
Espreitam vigilantes à espera de presa
Ansiosos por enredá-la em urdiduras engenhosas de emoção.
Espalham um doce veneno que corrompe as nervuras do ser
Mas...
Engolem-se os anseios,
Deglutem-se com desespero.
O esófago queima à passagem da peçonha.
Estóica, sorri!
Não lhe pertencia aquela maçã.
Resistira.
domingo, 3 de abril de 2011
Há saudade...
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
Espreito à janela da saudade
E vejo nuvens pintadas a negrito.
Inspiro sofregamente!
Há no ar cheiro a terra molhada.
Gotas grossas de água atingem-me o rosto.
Impulsivamente, encerro as vidraças.
(Esquecera-me que não sou imune à batega)
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Espreito à janela da saudade
E vejo nuvens pintadas a negrito.
Inspiro sofregamente!
Há no ar cheiro a terra molhada.
Gotas grossas de água atingem-me o rosto.
Impulsivamente, encerro as vidraças.
(Esquecera-me que não sou imune à batega)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Cidade nua
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
A cidade continua nua
As suas vestes rasgaram-se com o rigor dos invernos
E os pedaços de trapo que sobraram desfizeram-se
Sob o ácido do sol nos dias quentes de verão.
Procuro ainda marcas da Primavera que gravavas em cada rua
Mas nada sobejou.
As estátuas permanecem sem vida
à espera do calor do teu olhar...
Nesta cidade me perco
Apenas sentindo o seco estalido
Das folhas que meus pés errantes pisam sem ouvir.
http://olhares.aeiou.pt/febat
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A cidade continua nua
As suas vestes rasgaram-se com o rigor dos invernos
E os pedaços de trapo que sobraram desfizeram-se
Sob o ácido do sol nos dias quentes de verão.
Procuro ainda marcas da Primavera que gravavas em cada rua
Mas nada sobejou.
As estátuas permanecem sem vida
à espera do calor do teu olhar...
Nesta cidade me perco
Apenas sentindo o seco estalido
Das folhas que meus pés errantes pisam sem ouvir.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Na noite...
Foto de Leninhaf
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
Espirais de fumo que se evolam no ar
como medos desfeitos na pressa de ousar.
Entranha-se o cheiro
Na pele, no cabelo
Depurando a alma, num subtil desvelo.
É este o ritual que me chama até ti
É este o sinal que também a tristeza sorri.
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Espirais de fumo que se evolam no ar
como medos desfeitos na pressa de ousar.
Entranha-se o cheiro
Na pele, no cabelo
Depurando a alma, num subtil desvelo.
É este o ritual que me chama até ti
É este o sinal que também a tristeza sorri.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Quod facis, fac citius
Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
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Na hora em que as bocas se unem
No minuto em que as línguas se tocam
O coração pára por um segundo.
Estranhas as sensações sempre novas e sumarentas
Que me invadem numa inaudível explosão.
Os teus olhos têm o brilho de pólvora
E é neles que me perco por tempo indefinido
Até que o rastilho preso entre os teus dedos
De novo se acenda
E o mundo se desfaça
em estilhaços de dor e prazer.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Porque escrevo?
Foto de Fernando Batista
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
http://olhares.aeiou.pt/febat
Escrevo para expurgar fantasmas
Para matar o medo
e rasgar a dor.
Escrevo para esventrar a saudade
Dissecar o desejo
e enaltecer o amor.
Escrevo para renovar sonhos
Acordar a esperança
e quebrar a solidão.
Escrevo para me depurar
Para acalmar a alma
e pintá-la de novas cores.
Escrevo por mim e para ti!
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
http://olhares.aeiou.pt/febat
Escrevo para expurgar fantasmas
Para matar o medo
e rasgar a dor.
Escrevo para esventrar a saudade
Dissecar o desejo
e enaltecer o amor.
Escrevo para renovar sonhos
Acordar a esperança
e quebrar a solidão.
Escrevo para me depurar
Para acalmar a alma
e pintá-la de novas cores.
Escrevo por mim e para ti!
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sob a noite
Foto de Leninhaf
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
Guardo sob a noite, suas lembranças.
Doces, e tanto,
que me afloram, sonhos, amores,
entre noites...
As estrelas são testemunhas
desta recordação que me invade.
Pois minhas lágrimas atingem-nas
emprestando brilho à luz que delas emana.
E assim permaneço...
Num doce embalo de suspiros
a que só posso chamar saudade.
Pudesse ora, fugir.
Mas tua imagem é forte,
perturba-me, roda sobre a cabeça.
Nem que precise rasgar o tempo,
e fazê-lo retroceder
Apenas para lhe dar um beijo,
Num ensolarado entardecer...
Sandra Subtil e Helio Rocca
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
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Guardo sob a noite, suas lembranças.
Doces, e tanto,
que me afloram, sonhos, amores,
entre noites...
As estrelas são testemunhas
desta recordação que me invade.
Pois minhas lágrimas atingem-nas
emprestando brilho à luz que delas emana.
E assim permaneço...
Num doce embalo de suspiros
a que só posso chamar saudade.
Pudesse ora, fugir.
Mas tua imagem é forte,
perturba-me, roda sobre a cabeça.
Nem que precise rasgar o tempo,
e fazê-lo retroceder
Apenas para lhe dar um beijo,
Num ensolarado entardecer...
Sandra Subtil e Helio Rocca
terça-feira, 15 de março de 2011
Rumo aos sentidos
Foto de Leninhaf
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
Caminho trôpega por trilhos agrestes
Na ânsia de chegar
Onde nenhum pássaro ainda ousou fazer ninho.
É esse o meu lugar!
E eu que não tenho bússola
Eu que sou arrastada pela monção
Não desisto.
Vejo o amor a nascente
Pressinto o prazer no ocaso
Mas a paz...
Ah! A paz.
Essa está para além de qualquer direcção
e nenhum mapa a tem assinalada.
Contudo
é ela o meu Norte.
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Caminho trôpega por trilhos agrestes
Na ânsia de chegar
Onde nenhum pássaro ainda ousou fazer ninho.
É esse o meu lugar!
E eu que não tenho bússola
Eu que sou arrastada pela monção
Não desisto.
Vejo o amor a nascente
Pressinto o prazer no ocaso
Mas a paz...
Ah! A paz.
Essa está para além de qualquer direcção
e nenhum mapa a tem assinalada.
Contudo
é ela o meu Norte.
domingo, 13 de março de 2011
Cabra- cega
-Cabra-cega
Cabra-cega
De onde vens?
-Venho do fim do mundo
Onde não chega a luz,
Só a dor!
- Cabra-cega
Cabra -cega
Trazes pão e canela?
-Trago a fome entranhada nas retinas
E o cheiro fétido de corpos moribundos entrosado na minha alma.
-Cabra-cega
Cabra-cega
Quantas voltas te vou dar?
-O meu corpo ainda balança
Na náusea da revolta.
Uma volta que dês
Far-me-á regurgitar o sangue que vi derramar.
- Mas, cabra-cega...
Assim não poderás jogar...
-Pois não. E a culpada és tu, puta de vida!
(Imagem retirada da net)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Nós
Foto de Leninhaf
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
Dissipa os nós que na garganta me arranham
Para que soltas as palavras possam brotar.
Despedaça os nós que nas falanges me ferem
Para que minhas mãos voem no céu do teu corpo.
Destrói os nós da dura madeira de que sou feita
Para que a seiva possa sem obstáculos escorrer.
Desfaz os nós que me amarram ao cais
e deixa-me ir ao sabor da maré.
Mas nunca, por nada
Dissolvas o Tu e o Eu.
http://olhares.aeiou.pt/leninhafig
http://leninhaf1.reflexosonline.com/
Dissipa os nós que na garganta me arranham
Para que soltas as palavras possam brotar.
Despedaça os nós que nas falanges me ferem
Para que minhas mãos voem no céu do teu corpo.
Destrói os nós da dura madeira de que sou feita
Para que a seiva possa sem obstáculos escorrer.
Desfaz os nós que me amarram ao cais
e deixa-me ir ao sabor da maré.
Mas nunca, por nada
Dissolvas o Tu e o Eu.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Fragilidades
Já não sou a leoa feroz
Que rugia alto e selvagem
Hoje sou gata mansa
Que ronrona baixinho, num sopro.
Já não sou rosa silvestre
Que desbravava o mato espalhando seu aroma
Hoje apenas sou espinho
Seco, duro e traiçoeiro.
Já não sou fogo incandescente
Que inflamava tudo em redor
Hoje sou cinza arrefecida
Poeirenta, inútil e só.
Já não sou a dominadora
Que comandava todas as batalhas
Hoje levanto a bandeira branca
e procuro sempre o último lugar da fila.
Já não sou o rochedo sólido
Imune até à erosão
Hoje sou grão de areia
Que incomoda no sapato.
Já não sou a actriz principal
Que abraçava o palco e recebia aplausos
Hoje sou marioneta esquecida
À espera que me dêem vida.
Vês como tudo se transforma?
quarta-feira, 2 de março de 2011
Pauta Imperfeita
Foto de Fernando Batista
Vi-os por acaso!
Olhava melancólica o horizonte
Pensando no que a vida me roubava.
Tantas coisas por fazer
...E o tempo cada vez mais voraz,
Galgando as fronteiras do limite
e prendendo-me as mãos.
De repente, vi a mancha negra!
Confesso-te que me assustou.
era quase um presságio de morte anunciada.
O seu movimento era compassado
mais que isso tresloucado!
Como miúdos travessos
Num jogo de futebol imaginário.
Iam e vinham numa viagem precisa
Entre sucessões coerentes de sons e silêncios.
Recordei-me quando me dizias:
" Vou compor para ti a mais bela melodia!"
E o bando aproximou-se.
Em frente de mim estagnou.
Cada alma de pássaro se instalou como por magia
Transformando-se em notas pontuadas numa pauta imperfeita
Que defronte da janela havia.
A melodia começou.
Pianíssimo.
Senti-te outra vez dentro de mim.
Afinal mesmo definhando no leito
A promessa fora cumprida.
Tenho a certeza:
Era tua e só para mim aquela invulgar sinfonia.
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