Sou
- Sandra Subtil
- Portalegre, Portugal
- "Sonho que sou alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quanto mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho...E não sou nada!..." Florbela Espanca
domingo, 7 de dezembro de 2014
Amanheces em mim...
Amanheces em mim
quando os teus lábios roçam
o calor meloso da minha pele.
Quando os teus braços prendem
os meus medos e anseios
e as tuas mãos os libertam
na fogueira da paixão.
Amanheces em mim
quando o teu olhar se perde
nas colinas dos meus seios
E os teus dedos agitam
o mar de anémonas dos meus cabelos.
E nessa manhã de esplendor
tudo brilha, tudo é sol
tudo respira e revigora,
tudo grita o nosso amor.
sábado, 29 de novembro de 2014
Nascem flores no meu peito...
Imagem retirada da net
Nascem flores no meu peito
Sempre que o teu olhar me toca
E os teus lábios aquecem
O alvo gelo da minha pele.
São rosas, tulipas,
Lírios, jasmins.
São cravos,amores perfeitos
Verdadeiros e coloridos jardins.
Nascem flores no meu peito
E a vida germina,
desabrocha,
floresce
A vida perfuma,
o Amor acontece.
Sandra Subtil
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Leva-me para longe...
Leva-me para longe
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Ciclo de vida...
Imagem retirada da net
Olha soturna o espelho
(como sempre)
Os traços refletidos são disformes.
Linhas curvas sulcam-lhe o rosto
Onde também estão tatuadas a dor e a luta.
Tenta sorrir mas a luz não invade o seu olhar
(como sempre)
Passa água pelas faces,
Fecha os olhos, absorvendo a sua frescura.
Esfrega o sabonete com um vigor que desconhece possuir.
A espuma adocica-lhe a pele.
Inspira fundo.
(como sempre)
Está pronta
(por fora)
para um novo dia, repleto de velhos gestos.
Está seca
(por dentro)
das novas bofetadas da vida.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Recebi mais do que dei...
Foste chão quando precisei de terra firme
Foste nuvem quando o céu era o meu destino.
Foste abraço quando o desespero me assolou
Foste farol quando perdida me encontrei.
Foste mel quando a vida me amargurou
Foste ombro quando em lágrimas me lavei.
Foste estrela quando a escuridão me inundou
Foste fogo quando o frio me enregelou.
...
Sim, eu sei
Recebi mais do que dei.
E é essa absoluta certeza
que me gela por dentro
e se torna hoje, a minha maior fraqueza.
Sandra Subtil
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
In memoriam...
Há dias que são noite dentro de nós.
Noites densas, sem luar,
Sem o fulgor das estrelas,
sem o brilho do teu olhar.
Nesses dias é a tua voz que ouço:
arrastada, sofrida, gasta.
É a tua mão que vislumbro,
estendida
num esforço sentido de agarrar a vida,
essa mesma que fugia por entre cada gemido que exalavas.
Mas serão sempre os teus olhos que me preencherão as lembranças.
Olhos de corça perseguida pelo mais implacável predador.
Olhos suplicantes, sem voz,
mas que gritavam no mais fundo de cada um de nós.
São eles que me perseguem dia e noite.
Nos dias que são noite dentro de mim
e nas noites que passaram a ser dia
porque estão cheios de ti e
do vazio e da tua ausência.
Para ti, Lourdes.
...mais de um mês na escuridão dos dias...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
offline..........
Caros amigos
A minha vida pessoal e profissional não me permite de momento dar a devida atenção a este espaço, nem visitar os amigos da forma que merecem.
Perdoem-me a ausência, o silêncio.
Nem sempre a vida decorre como planeamos. Os imprevistos surgem e roubam pedacinhos de nós: energia, motivação, inspiração, alento...
Vou ausentar-me da blogosfera por tempo indeterminado.É de coração apertadinho que o faço, mas tem que ser.
A cada um de vós deixo um abraço sentido.
Até já...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Do tempo...

Imagem retirada da net
Doridas as horas em que repouso o cansaço dos dias cinzentos.
Perecíveis os minutos em que embalo os meus sonhos rosa.
Benditos todos os segundos em que os teus lábios,
Poesia,
tocam os meus negros sentidos .
domingo, 8 de setembro de 2013
Coleccionadora de palavras...
Foto retirada da net
Guardo em mim
Mil e uma palavras sussurradas.
Foram sopradas em noites quentes de inverno
Quando olhávamos as labaredas de um fogo
que só em nós existia e queimava.
Enchiam-me os ouvidos, quase transbordavam e se perdiam.
Tive então que deixá-las escorrer no papel
Antes que alguém resgatasse esses sopros que eram só meus.
Desde aí sinto em mim
Uma avalanche de emoções.
Fecho os olhos.
Selo os lábios.
Amarro as mãos.
Não as quero perder.
São minhas, só para mim
Vou guardá-las sempre
bem juntinho ao coração.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Vibrato...
Imagem retirada da internet
Num sopro sussurrado entre sílabas quentes de paixão.
Estremeci.
A tua voz ancorou no meu peito e aí se aninhou
Procurando o calor húmido da minha pele
E o vibrato compassado do meu coração.
Ah….Não há melodia mais bela
Que aquela composta pela fonética do amor
E afinada pelas cordas da emoção.
Sandra Subtil
in Erotismus, Impulsos e Apelos
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Madrigais...
Imagem retirada da internet
Ah! Os madrigais que se escondem nos teus olhos...
Papoilas salpicando searas de brisa!
São eles que me embalam
Como mãos de terna mãe
Nas noites em que os pássaros
choram, choram
E o seu gemido dorido
Não me permite serenar.
Vozes de vento norte que se calam em mim
Quando decifro as suas rimas.
Verbos que se conjungam no imperativo,
Fazendo do agora
Um presente mais do que perfeito.
Meu Amor!
Como amo ler essa poesia!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Imagem retirada da internet
Um anjo desceu da eternidade
Galgou escarpas bravias
E pousou docemente no teu leito.
Suaves as mãos com que te acariciou
Ternos os olhos com que te beijou.
No teu peito descansou a face éterea
E cheirou-te mansamente os cabelos.
Sentiu a tua energia e carregou-a em suas asas.
Inspirou a tua força e ganhou balanço para o voo de regresso ao limbo.
Levava um pouco de ti.
Isso lhe bastava para prosseguir a caminhada.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Quod facis, fac citius
Imagem retirada da net
No minuto em que as línguas se tocam
O coração pára por um segundo.
Estranhas as sensações sempre novas e sumarentas
Que me invadem numa inaudível explosão.
Os teus olhos têm o brilho de pólvora
E é neles que me perco por tempo indefinido
Até que o rastilho preso entre os teus dedos
De novo se acenda
E o mundo se desfaça
em estilhaços de dor e prazer.
in Erotismus, Impulsos e Apelos
terça-feira, 16 de julho de 2013
chovem os meus olhos...
Foto de Simona Andrei
Chovem os meus olhos
Nas madrugadas tristes e frias.
Rios transbordantes de águas fecundas de solidão.
Chovem os meus olhos
Nas manhãs salpicadas de rubro
Quando a secura da saudade
Geme dilacerante no peito.
Chovem os meus olhos
Nas noites amadurecidas, perdidas
Dolorosamente sentidas.
Chovem os meus olhos
Por entre o nevoeiro denso de mim.
Chovem. Bátegas salgadas por ti.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Mudo
1954, Ralph Morse, Jet Age Man
Mudo
Calado
Hirto.
Mudo
Atónito
Silencioso.
Mudo
Taciturno
Amorfo.
Mudaste.
Eu ?
Mudo também.
Sem tempo...Perdoem-me os amigos. Em breve colocarei as visitas em dia. Beijos e abraços .
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A tua ausência...
Imagem retirada da net
É na tua ausência que paro de respirar
E tudo estagna em redor.
É na tua ausência
Que os pássaros não trinam, choram
E os lobos deixam de uivar.
É na tua ausência
Que a minha alma deambula por lugares inexistentes
E apenas o corpo está
[ não estando].
É na tua ausência
Que sinto e sei o que é a dor.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Vou prender nas minhas mãos...
Imagem retirada da internet
Vou prender em minhas mãos
o calor do sol,
o canto dos pássaros,
o cheiro das manhãs.
Vou esconder entre os meus dedos
o riso das crianças,
o brilho da chuva,
a magia da noite.
Vou fechar nos meus sentidos
a delicadeza das flores em botão,
a força do mar,
a doçura de uma mãe.
Tudo isto vou guardar em mim
quando partir desta vida
E desta forma te terei:
Inteiro, completo, eternamente meu.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Arco-íris...
Dancers
Ryan Taylor
Acaricia-lhe a nuca esguia
Nela depositando o sal dos seus lábios.
No rosto o brilho de mil flores
E no corpo a melosa humidade do desejo.
Entre doces frémitos de prazer
Solta a língua num bailado delicado.
As mãos entrelaçam-se
Com a força que só a paixão consente
E um arco-íris rompe
Por entre as lágrimas que brotam das entranhas
Destes dois corpos feito um.
domingo, 9 de junho de 2013
Desilusão
Caminhos de Luz – acrilico sobre tela- Alda Maria Maltez
http://aldamaria.wordpress.com/
Há verdades que chegam como bênçãos.
Aliviam o peito e elevam a alma.
Há outras que trazem consigo o peso de mil dores
e enegrecem o ser, salpicando-o de horror.
A essas chamo desilusão.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
E chega um dia que cansa...
Foto de Fernando Batista http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
E chega um dia que cansa.
E chega um dia que basta.
Olhas-te ao espelho e já não te reconheces.
O que deixaste que fizessem de ti?
O que fizeste de ti?
Os minutos, as horas ardem com sofreguidão na fogueira dos dias.
E nesse correr veloz e inexorável
perdeste o teu vigor.
A tua essência.
Deixaste-te moldar por mãos frias e insensíveis.
Perdeste as tuas formas originais,
delicadas, suaves, tão tuas.
Mas tem um dia que cansa.
Cansa ser marioneta do destino, da sorte ou do azar. Da vida.
E nesse dia: chega!
O barro estala. Parte. Estilhaça!
Ainda irás a tempo de reconstruir a tua história?
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
E chega um dia que cansa.
E chega um dia que basta.
Olhas-te ao espelho e já não te reconheces.
O que deixaste que fizessem de ti?
O que fizeste de ti?
Os minutos, as horas ardem com sofreguidão na fogueira dos dias.
E nesse correr veloz e inexorável
perdeste o teu vigor.
A tua essência.
Deixaste-te moldar por mãos frias e insensíveis.
Perdeste as tuas formas originais,
delicadas, suaves, tão tuas.
Mas tem um dia que cansa.
Cansa ser marioneta do destino, da sorte ou do azar. Da vida.
E nesse dia: chega!
O barro estala. Parte. Estilhaça!
Ainda irás a tempo de reconstruir a tua história?
domingo, 2 de junho de 2013
Aqui se inquietam os meus olhos
Imagem retirada da net
Aqui se inquietam os meus olhos.
Neste quarto vazio
Feridos pela escuridão dos dias.
Magoados pela luz de sonhos mutilados.
Aqui se inquietam os meus olhos
Nestas paredes nuas,
pintadas a sangue vivo.
Olhos gastos,
ardentes, lacrimejantes
sem cor definida.
Sem brilho.
Aqui se inquietam os meus olhos
neste labirinto pardacento
que é a vida.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Podes um dia ...
Foto de Christoffer Relander
Podes um dia
Ser muralha
Ser pedra
Ser betão.
Podes um dia
Ser brisa
Ser vento
Ser canção.
Podes um dia
Ser berço
Ser fogo
Ser abraço.
Podes.
Basta acreditar!
sábado, 25 de maio de 2013
Perdão...
Foto de © Attila Kozó
Peço perdão.
Pelas palavras não ditas.
Pelos olhares não trocados.
Pelos beijos não dados.
Peço perdão.
Pelos abraços contidos.
Pelas carícias aprisionadas.
Pelos desejos amordaçados.
Peço perdão.
Por ter sido fraca.
Cobarde.
Por não arriscar.
Peço perdão.
Por não te deixar amar.
Por viver nesta ostra que criei
E que com laços de seda fechei.
Peço perdão.
Desvio os olhos do espelho...
Não!
Jamais me conseguirei perdoar.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Primavera...
Dima Dmitriev _Open ArtGroup
Flores que cantam suaves melodias
Aves que adoçam as mornas manhãs.
Brisa que perfuma as ruelas dos dias.
É a vida que vibra, palpitante
Mal a noite morre no céu
E os lábios do tempo desenham na aurora
um sorriso contagiante, com cheiro a magia e sabor a romã.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Nús, os teus braços.
Nos Braços de Morfeu, Willian E. Reynolds-Stephens (1894).
Céu maior este que hoje me enfeita
É tecido a ponto luz
e perfumado de jasmim.
Mãos hábeis o urdiram
Numa inspiração sem fim.
As aves debicam suas linhas
frágeis, sedosas e coloridas.
Entrelaçam-nas com o zelo
De quem lambe as suas feridas.
Olho-te.
Nús, os teus braços.
E aí se desfaz em retalhos
A manta celeste que me cobre.
domingo, 12 de maio de 2013
Urgências de manhãs claras...
Foto de Karin Rosenthal
Desvendas os segredos da minha pele molhada
com a mesma urgência que a manhã suspira por vida.
Lês nos meus lábios os silêncios da madrugada
E calas nos meus olhos a angústia dos dias vazios.
Entrego-me com a certeza que nunca
[como agora]
o mundo tão bem coube nas nossas mãos.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Deixa-me partir...
Foto de Abe Frajndlich
Já um dia te pedi que me deixes partir.
Estou melhor longe de mim.
As mágoas afogam-me.
Roubam-me o ar.
Sinto-me asfixiar num corpo que não é meu.
Porque vim ter aqui?
Porque me prendes com o teu olhar?
Deixa-me ir.
Levar comigo estas sombras que me enchem os dias
E dão luz às minhas noites.
Deixa-me partir.
Pôr fim aos frémitos de dor que perpassam o meu ser.
Não me olhes.
Não me dês um motivo para ficar .
Preciso de ir.
Cerrar os olhos.
Enfim repousar.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Tu e Eu...
Imagem retirada da net
As mãos
[as tuas]
Os braços
[os meus]
Procurando amparo
Suspirando ninho.
As mãos
[as minhas]
Os braços
[os teus]
Num encaixe perfeito
Côncavo e convexo
da paixão
do amor
da vida.
Assim, enlaçados
Tu e Eu.
domingo, 28 de abril de 2013
Eu sem ti...
Foto de Arno Rafael Minkkinen
Como barco à deriva no mar
Assim erro eu sem tua mão que me guie, teu braço que me apoie
E a tua boca que me beije.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Aqui há poetas...
É já no sábado que decorrerá a apresentação da antologia "Poesia Sem Gavetas" editada pela Pastelaria Estudios Editora e na qual participo com 3 poemas.
Aqui fica um dos seleccionados.
Janela
Lembro-me bem como gostavas daquela janela.
Virada para o mar,
pintada de azul,
abraçava a tua vista e afagava-te a memória.
Mal os primeiros raios de sol beijavam os lábios do dia,lá ias tu,
ligeiro,
pousar os teus sonhos no parapeito de madeira já seca.
O rebentar das ondas embalava-te as lembranças,
o cheiro da maresia perfumava-te os sentidos e invadia o quarto.
Depois voltavas.
Revigorado.
Sorrindo.
Sempre.
Delicadamente depositavas um beijo salgado na minha boca
e nesse doce despertar eu me entregava,
aconchegando-me nas conchas dos teus braços,
procurando as pérolas que sempre guardavas para mim.
E a janela permanecia aberta, trazendo até nós
os gritos de liberdade das gaivotas.
Mas naquele dia não te levantaste.
Adormeceste asfixiado pela escuridão da noite.
E a janela de que tanto gostavas não mais se abriu.
As persianas cerraram-se
e choram até hoje a tua ausência.
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