Sou
- Sandra Subtil
- Portalegre, Portugal
- "Sonho que sou alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quanto mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho...E não sou nada!..." Florbela Espanca
segunda-feira, 28 de março de 2016
Amor...
Da janela vejo a lua
Da janela vejo o mar.
Da janela vejo o mundo
Vejo a vida a passar.
Na janela tenho rosas
Tenho cravos e jasmins.
Tenho o perfume das flores
Tenho as cores dos jardins.
Na janela pousam aves
Borboletas multicores.
Segredos, mentiras, verdades
Na janela espero amores.
Que seria de uma casa
Que janelas não tivesse?
Que seria de uma vida
Que amor não sentisse?
Por isso abro os braços à vida
Abro as janelas de par em par.
E o sol e o amor, de mansinho
Meu coração vêm beijar.
E esse beijo dado assim
De inefável maneira
Faz nascer em mim
A emoção mais verdadeira.
Amor, amor, amor.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Pele...
Na pele a luz
Na pele o toque
Na pele o desejo
Na pele o arrepio
Na pele o prazer
Na pele o calor.
Em mim desaguas como rio
E na pele a paixão
Na pele o amor
Na pele a emoção
Na pele húmida, nua
Na minha pele, na pele tua.
Sandra Subtil
sábado, 28 de novembro de 2015
Se não podes ser meu...
Que se calem as guitarras
Que não trinem os rouxinóis
Que o sol adormeça
Em negros lençóis.
Que murchem os lírios
Se apaguem as estrelas do céu
Que tudo chore, tudo morra
Se não podes ser meu.
domingo, 15 de novembro de 2015
O teu silêncio...
Fere-me o teu silêncio.
Mais do que palavras cruéis, amargas ou nuas
de sentido e sentimento.
Magoa-me o grito do teu silêncio.
O som dos
teus lábios cerrados fura-me as entranhas.
Este vazio de ti enche-me a
alma de tristeza.
Perdemo-nos no mesmo espaço.
Criámos um labirinto mudo
entre nós e esquecemo-nos de traçar a saída.
Às vezes a minha angústia
jorra pelos olhos e desenha-se em todo o meu corpo, pincelando-o de
tensão e automatismo. Mas tu, preso no silêncio que até a visão te
tolda, nada percebes e continuas ausente de ti (em mim).
E o muro
cresce.
Não deixa espaço às flores.
E eu volto a pegar no papel e
escrevo um conto de fadas só para mim.
sábado, 17 de outubro de 2015
folha...
Como uma folha que se solta com o vento
Assim danço eu pelos caminhos da vida.
Rodopio na névoa das manhãs,
na brisa dos dias,
na aragem das noites.
Inquieta;
periclitante,
receando a forma como vou aterrar.
Que seja leve!
sábado, 26 de setembro de 2015
Vida Sentida...
Triste fado que no salão ecoa.
Pungente, dolente,
onde o sentimento povoa.
Canta as tristezas da vida
As paixões perdidas
As saudades que matam.
Dá voz às mágoas vividas
Aos sonhos desfeitos
Aos amores que passam.
E na garganta fenece
a dor no peito nascida.
E o salão chora
a vida assim sentida.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Lua...

Queria contar às estrelas o quanto sou feliz
Mas tenho medo da lua.
Dizem que é falsa….traiçoeira….
Cortará ela em quartos a minha felicidade?
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Até que o Amor o queira...
Nos sulcos do tempo,
nos gomos da vida te encontrei
e não mais te quis perder.
Agarrei tua alma,
enlacei-a com cordas de emoção
e não mais te deixei partir.
Até que o amor o queira.
Até que a vida o permita.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
De ti apenas quero...
Fecho os olhos .
Ouço o silêncio gritando
em gotas pendentes
nos beirais dos teus olhos.
Sinto-o no mais fundo de mim
como punhais que rasgam a pele.
Daria tudo para não o sentir.
Daria o mundo para não o ouvir.
De ti quero apenas o sorriso
que ilumina o dia,
que afugenta as sombras,
que dá cor à vida
e voz ao mar.
de ti quero apenas o teu sorriso.
E é já tanto, meu amor...
Sandra Subtil, in entre o sonho e o sono, vol. V
Ouço o silêncio gritando
em gotas pendentes
nos beirais dos teus olhos.
Sinto-o no mais fundo de mim
como punhais que rasgam a pele.
Daria tudo para não o sentir.
Daria o mundo para não o ouvir.
De ti quero apenas o sorriso
que ilumina o dia,
que afugenta as sombras,
que dá cor à vida
e voz ao mar.
de ti quero apenas o teu sorriso.
E é já tanto, meu amor...
Sandra Subtil, in entre o sonho e o sono, vol. V
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
A (t) raça dos sonhos...
Foto de Amanda Cass
Fechaste a porta com violência
Soltou-se o pó em partículas.
Nada voltará a ser como antes.
Levaste contigo os sonhos que não vivi.
Rebusco em todas as gavetas
Em todos os cantos de mim
Talvez algum tenha ficado perdido,
esquecido,
escondido entre gotas de esperança.
Fotos antigas
Dores amadurecidas
Saudades novas
Foi apenas o que encontrei.
Dos sonhos nem rasto…
Apenas o cheiro acre a naftalina.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Amanheces em mim...
Amanheces em mim
quando os teus lábios roçam
o calor meloso da minha pele.
Quando os teus braços prendem
os meus medos e anseios
e as tuas mãos os libertam
na fogueira da paixão.
Amanheces em mim
quando o teu olhar se perde
nas colinas dos meus seios
E os teus dedos agitam
o mar de anémonas dos meus cabelos.
E nessa manhã de esplendor
tudo brilha, tudo é sol
tudo respira e revigora,
tudo grita o nosso amor.
sábado, 29 de novembro de 2014
Nascem flores no meu peito...
Imagem retirada da net
Nascem flores no meu peito
Sempre que o teu olhar me toca
E os teus lábios aquecem
O alvo gelo da minha pele.
São rosas, tulipas,
Lírios, jasmins.
São cravos,amores perfeitos
Verdadeiros e coloridos jardins.
Nascem flores no meu peito
E a vida germina,
desabrocha,
floresce
A vida perfuma,
o Amor acontece.
Sandra Subtil
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Leva-me para longe...
Leva-me para longe
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Ciclo de vida...
Imagem retirada da net
Olha soturna o espelho
(como sempre)
Os traços refletidos são disformes.
Linhas curvas sulcam-lhe o rosto
Onde também estão tatuadas a dor e a luta.
Tenta sorrir mas a luz não invade o seu olhar
(como sempre)
Passa água pelas faces,
Fecha os olhos, absorvendo a sua frescura.
Esfrega o sabonete com um vigor que desconhece possuir.
A espuma adocica-lhe a pele.
Inspira fundo.
(como sempre)
Está pronta
(por fora)
para um novo dia, repleto de velhos gestos.
Está seca
(por dentro)
das novas bofetadas da vida.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Recebi mais do que dei...
Foste chão quando precisei de terra firme
Foste nuvem quando o céu era o meu destino.
Foste abraço quando o desespero me assolou
Foste farol quando perdida me encontrei.
Foste mel quando a vida me amargurou
Foste ombro quando em lágrimas me lavei.
Foste estrela quando a escuridão me inundou
Foste fogo quando o frio me enregelou.
...
Sim, eu sei
Recebi mais do que dei.
E é essa absoluta certeza
que me gela por dentro
e se torna hoje, a minha maior fraqueza.
Sandra Subtil
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
In memoriam...
Há dias que são noite dentro de nós.
Noites densas, sem luar,
Sem o fulgor das estrelas,
sem o brilho do teu olhar.
Nesses dias é a tua voz que ouço:
arrastada, sofrida, gasta.
É a tua mão que vislumbro,
estendida
num esforço sentido de agarrar a vida,
essa mesma que fugia por entre cada gemido que exalavas.
Mas serão sempre os teus olhos que me preencherão as lembranças.
Olhos de corça perseguida pelo mais implacável predador.
Olhos suplicantes, sem voz,
mas que gritavam no mais fundo de cada um de nós.
São eles que me perseguem dia e noite.
Nos dias que são noite dentro de mim
e nas noites que passaram a ser dia
porque estão cheios de ti e
do vazio e da tua ausência.
Para ti, Lourdes.
...mais de um mês na escuridão dos dias...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
offline..........
Caros amigos
A minha vida pessoal e profissional não me permite de momento dar a devida atenção a este espaço, nem visitar os amigos da forma que merecem.
Perdoem-me a ausência, o silêncio.
Nem sempre a vida decorre como planeamos. Os imprevistos surgem e roubam pedacinhos de nós: energia, motivação, inspiração, alento...
Vou ausentar-me da blogosfera por tempo indeterminado.É de coração apertadinho que o faço, mas tem que ser.
A cada um de vós deixo um abraço sentido.
Até já...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Do tempo...

Imagem retirada da net
Doridas as horas em que repouso o cansaço dos dias cinzentos.
Perecíveis os minutos em que embalo os meus sonhos rosa.
Benditos todos os segundos em que os teus lábios,
Poesia,
tocam os meus negros sentidos .
domingo, 8 de setembro de 2013
Coleccionadora de palavras...
Foto retirada da net
Guardo em mim
Mil e uma palavras sussurradas.
Foram sopradas em noites quentes de inverno
Quando olhávamos as labaredas de um fogo
que só em nós existia e queimava.
Enchiam-me os ouvidos, quase transbordavam e se perdiam.
Tive então que deixá-las escorrer no papel
Antes que alguém resgatasse esses sopros que eram só meus.
Desde aí sinto em mim
Uma avalanche de emoções.
Fecho os olhos.
Selo os lábios.
Amarro as mãos.
Não as quero perder.
São minhas, só para mim
Vou guardá-las sempre
bem juntinho ao coração.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Vibrato...
Imagem retirada da internet
Num sopro sussurrado entre sílabas quentes de paixão.
Estremeci.
A tua voz ancorou no meu peito e aí se aninhou
Procurando o calor húmido da minha pele
E o vibrato compassado do meu coração.
Ah….Não há melodia mais bela
Que aquela composta pela fonética do amor
E afinada pelas cordas da emoção.
Sandra Subtil
in Erotismus, Impulsos e Apelos
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Madrigais...
Imagem retirada da internet
Ah! Os madrigais que se escondem nos teus olhos...
Papoilas salpicando searas de brisa!
São eles que me embalam
Como mãos de terna mãe
Nas noites em que os pássaros
choram, choram
E o seu gemido dorido
Não me permite serenar.
Vozes de vento norte que se calam em mim
Quando decifro as suas rimas.
Verbos que se conjungam no imperativo,
Fazendo do agora
Um presente mais do que perfeito.
Meu Amor!
Como amo ler essa poesia!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Imagem retirada da internet
Um anjo desceu da eternidade
Galgou escarpas bravias
E pousou docemente no teu leito.
Suaves as mãos com que te acariciou
Ternos os olhos com que te beijou.
No teu peito descansou a face éterea
E cheirou-te mansamente os cabelos.
Sentiu a tua energia e carregou-a em suas asas.
Inspirou a tua força e ganhou balanço para o voo de regresso ao limbo.
Levava um pouco de ti.
Isso lhe bastava para prosseguir a caminhada.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Quod facis, fac citius
Imagem retirada da net
No minuto em que as línguas se tocam
O coração pára por um segundo.
Estranhas as sensações sempre novas e sumarentas
Que me invadem numa inaudível explosão.
Os teus olhos têm o brilho de pólvora
E é neles que me perco por tempo indefinido
Até que o rastilho preso entre os teus dedos
De novo se acenda
E o mundo se desfaça
em estilhaços de dor e prazer.
in Erotismus, Impulsos e Apelos
terça-feira, 16 de julho de 2013
chovem os meus olhos...
Foto de Simona Andrei
Chovem os meus olhos
Nas madrugadas tristes e frias.
Rios transbordantes de águas fecundas de solidão.
Chovem os meus olhos
Nas manhãs salpicadas de rubro
Quando a secura da saudade
Geme dilacerante no peito.
Chovem os meus olhos
Nas noites amadurecidas, perdidas
Dolorosamente sentidas.
Chovem os meus olhos
Por entre o nevoeiro denso de mim.
Chovem. Bátegas salgadas por ti.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Mudo
1954, Ralph Morse, Jet Age Man
Mudo
Calado
Hirto.
Mudo
Atónito
Silencioso.
Mudo
Taciturno
Amorfo.
Mudaste.
Eu ?
Mudo também.
Sem tempo...Perdoem-me os amigos. Em breve colocarei as visitas em dia. Beijos e abraços .
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A tua ausência...
Imagem retirada da net
É na tua ausência que paro de respirar
E tudo estagna em redor.
É na tua ausência
Que os pássaros não trinam, choram
E os lobos deixam de uivar.
É na tua ausência
Que a minha alma deambula por lugares inexistentes
E apenas o corpo está
[ não estando].
É na tua ausência
Que sinto e sei o que é a dor.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Vou prender nas minhas mãos...
Imagem retirada da internet
Vou prender em minhas mãos
o calor do sol,
o canto dos pássaros,
o cheiro das manhãs.
Vou esconder entre os meus dedos
o riso das crianças,
o brilho da chuva,
a magia da noite.
Vou fechar nos meus sentidos
a delicadeza das flores em botão,
a força do mar,
a doçura de uma mãe.
Tudo isto vou guardar em mim
quando partir desta vida
E desta forma te terei:
Inteiro, completo, eternamente meu.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Arco-íris...
Dancers
Ryan Taylor
Acaricia-lhe a nuca esguia
Nela depositando o sal dos seus lábios.
No rosto o brilho de mil flores
E no corpo a melosa humidade do desejo.
Entre doces frémitos de prazer
Solta a língua num bailado delicado.
As mãos entrelaçam-se
Com a força que só a paixão consente
E um arco-íris rompe
Por entre as lágrimas que brotam das entranhas
Destes dois corpos feito um.
domingo, 9 de junho de 2013
Desilusão
Caminhos de Luz – acrilico sobre tela- Alda Maria Maltez
http://aldamaria.wordpress.com/
Há verdades que chegam como bênçãos.
Aliviam o peito e elevam a alma.
Há outras que trazem consigo o peso de mil dores
e enegrecem o ser, salpicando-o de horror.
A essas chamo desilusão.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
E chega um dia que cansa...
Foto de Fernando Batista http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
E chega um dia que cansa.
E chega um dia que basta.
Olhas-te ao espelho e já não te reconheces.
O que deixaste que fizessem de ti?
O que fizeste de ti?
Os minutos, as horas ardem com sofreguidão na fogueira dos dias.
E nesse correr veloz e inexorável
perdeste o teu vigor.
A tua essência.
Deixaste-te moldar por mãos frias e insensíveis.
Perdeste as tuas formas originais,
delicadas, suaves, tão tuas.
Mas tem um dia que cansa.
Cansa ser marioneta do destino, da sorte ou do azar. Da vida.
E nesse dia: chega!
O barro estala. Parte. Estilhaça!
Ainda irás a tempo de reconstruir a tua história?
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/
E chega um dia que cansa.
E chega um dia que basta.
Olhas-te ao espelho e já não te reconheces.
O que deixaste que fizessem de ti?
O que fizeste de ti?
Os minutos, as horas ardem com sofreguidão na fogueira dos dias.
E nesse correr veloz e inexorável
perdeste o teu vigor.
A tua essência.
Deixaste-te moldar por mãos frias e insensíveis.
Perdeste as tuas formas originais,
delicadas, suaves, tão tuas.
Mas tem um dia que cansa.
Cansa ser marioneta do destino, da sorte ou do azar. Da vida.
E nesse dia: chega!
O barro estala. Parte. Estilhaça!
Ainda irás a tempo de reconstruir a tua história?
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















