Sou
- Sandra Subtil
- Portalegre, Portugal
- "Sonho que sou alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quanto mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho...E não sou nada!..." Florbela Espanca
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Faz de conta...
Faz de conta que sou
Faz de conta que és
Faz de conta que somos.
Faz de conta que o sorriso é vida
Que a caminhada não é dura e solitária
Que é florido o jardim que pisas.
Faz de conta que o mundo é Mundo
E não a bola de mentira que gira
E se agiganta como Adamastor em alto mar.
Faz de conta que sou
Faz de conta que és
Faz de conta que somos.
Nesta feira das vaidades
Neste circo de falsidade
Onde o que conta é parecer, fingir ter e mostrar
Onde pouco importa o ser, o sentir, o dar.
Faz de conta.
Faz de conta.
Faz de conta...
Sandra Subtil
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Desiderato...
Dar vida aos dias que correm vorazes e ferozes.
Dar cor às horas plúmbeas que nos carregam o peito de dor e angústia.
Sentir cada momento como único, como dádiva.
E quando tudo parecer ruir, erguer os braços e acreditar:
" Fomos feitos para lutar, vencer e ser felizes".
Sandra Subtil
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
ah, se soubesses...
Ah, se soubesses
quantas vezes sorrio
enquanto por dentro me rasgo.
Quantas vezes as lágrimas sulcam a minha pele
e lhe dão o toque salgado do mar,
sem que tu as vejas,
sem que tu as sintas.
Ah, se soubesses
a luta que travo em mim
e que não quero que transpareça no meu olhar.
A dor que me oprime o peito e parece sufocar.
Ah, se soubesses
sentavas-te a meu lado
e num abraço mudo
comigo choravas.
Sandra Subtil
sábado, 12 de novembro de 2016
Perdão a ti, Mulher!
Perdão a ti, mulher.
Nunca consegui ver o desespero que morava nos teus olhos.
Nunca fui capaz de ver o cansaço que crescia no teu corpo cada vez que chegavas tarde a casa e ainda assim sorrias para as crianças, as acarinhavas e ouvias com todo o amor que só uma mãe é capaz de (re)inventar.
Perdão a ti, mulher cansada.
Tantas as horas de trabalho e ainda tantas por arder na labuta do lar: lavavas, cozinhavas, limpavas, recolhias a roupa que dormia e gelava à lua e eu não soube ver a angústia que te assolava e consumia. Nem para ti olhava nesse vaivém de carregar compras para que nada nos faltasse.
Perdão a ti, mulher solitária que na azáfama da vida adormecias o cansaço e embalavas a tristeza de te saberes só.
Os meus braços nunca se abriram para te receber.
A minha boca nunca aquecia os teus lábios sequiosos de carinho.
Os meus olhos nunca te agradeceram o sacrifício que fazias pelos que também são meus.
A inércia tomou conta de mim porque sabia que nada me faltaria pois tu estavas ali, mulher cansada, desesperada, solitária, porém mulher.
Perdão a ti, mulher minha que agora vais descansar o teu corpo dorido de falta de amor.
É tarde, eu sei, mas ainda assim deixa-me pedir-te perdão. Por tudo o que não fui e que não soube dar-te.
Descansa em paz, Super Mulher.
Nunca consegui ver o desespero que morava nos teus olhos.
Nunca fui capaz de ver o cansaço que crescia no teu corpo cada vez que chegavas tarde a casa e ainda assim sorrias para as crianças, as acarinhavas e ouvias com todo o amor que só uma mãe é capaz de (re)inventar.
Perdão a ti, mulher cansada.
Tantas as horas de trabalho e ainda tantas por arder na labuta do lar: lavavas, cozinhavas, limpavas, recolhias a roupa que dormia e gelava à lua e eu não soube ver a angústia que te assolava e consumia. Nem para ti olhava nesse vaivém de carregar compras para que nada nos faltasse.
Perdão a ti, mulher solitária que na azáfama da vida adormecias o cansaço e embalavas a tristeza de te saberes só.
Os meus braços nunca se abriram para te receber.
A minha boca nunca aquecia os teus lábios sequiosos de carinho.
Os meus olhos nunca te agradeceram o sacrifício que fazias pelos que também são meus.
A inércia tomou conta de mim porque sabia que nada me faltaria pois tu estavas ali, mulher cansada, desesperada, solitária, porém mulher.
Perdão a ti, mulher minha que agora vais descansar o teu corpo dorido de falta de amor.
É tarde, eu sei, mas ainda assim deixa-me pedir-te perdão. Por tudo o que não fui e que não soube dar-te.
Descansa em paz, Super Mulher.
domingo, 16 de outubro de 2016
Haverá um dia...
Foto de
E a espuma apenas espuma, beijando a areia da praia.
Mas hoje, não!
Hoje o mar é a minha dor,
é a minha revolta,
o meu desencanto.
O marulhar é meu desespero
e a espuma minha esperança
que morre ao tocar a terra.
Haverá um dia
em que tudo será apenas aquilo que é,
mas hoje, não.
Sandra Subtil
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Essa mágoa fez-te mulher...
As lágrimas que sulcaram a tua pele e a lavraram com a aspereza do sal ganham hoje novo sentido.
Essa mágoa, que te apertou o peito e espremeu as entranhas, alimentou a tua luta.
Agarraste com nobreza os pedaços destruídos
e com a delicadeza das flores colaste uma a uma cada peça que restou.
Foste mais forte.
Ouviste a voz da resiliência e venceste.
Essa mágoa fez-te mulher.
Sandra Subtil
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Quem me dera...
Quem me dera de novo
Aquele abraço apertado.
O calor no peito
Coração descompassado.
Quem me dera de novo
Teus dedos no meu cabelo
Ternas blandícias
No mais doce apelo.
Quem me dera de novo
Pele na pele,
num toque ardente
Palavras suspensas
Entre os beijos da gente.
Quem dera de novo
O mundo na mão
Olhar reluzente
O corpo em paixão.
Hoje nada resta
Só lembrança do que foi
E este querer no sangue
que no mais fundo de mim dói.
Aquele abraço apertado.
O calor no peito
Coração descompassado.
Quem me dera de novo
Teus dedos no meu cabelo
Ternas blandícias
No mais doce apelo.
Quem me dera de novo
Pele na pele,
num toque ardente
Palavras suspensas
Entre os beijos da gente.
Quem dera de novo
O mundo na mão
Olhar reluzente
O corpo em paixão.
Hoje nada resta
Só lembrança do que foi
E este querer no sangue
que no mais fundo de mim dói.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Houve um tempo...
Houve um tempo em que me olhavas nos olhos, mergulhavas no verde água e navegavas pelo meu ser até ao mais fundo de mim.
As tuas mãos desviavam suavemente os caracóis negros que insistiam em cobrir-me o rosto e com firmeza prendias as minhas faces e sussurravas nos meus lábios: " És linda! "
Houve um tempo em que percorrias com delicadeza os sinais do meu corpo, esses que te conduziam pelo trilho (in) certo da paixão. Em cada um depositavas o sal do teu beijo e esse condimento temperava o nosso amor.
Houve um tempo em que a fome e a sede não existiam no nosso mundo porque o que tínhamos nos alimentava, saciava e bastava.
Colávamos pele com pele e era tanto o sentir, era tanto o querer que nem sabíamos onde terminava um e começava o outro.
Hoje, olho para trás e não nos reconheço.
Quando foi que nos perdemos?
Sandra Subtil
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Foram cravos, foi poesia
Foram cravos, amor
Foram rubros os cravos
Que nos teus olhos nasceram
E nos teus braços se aninharam
Que os teus medos venceram
E a censura derrubaram.
Naquela clara manhã
O cinzento se dissipou
E no corpo,
Nos olhos,
Nos lábios
Nova cor emergiu.
E o povo na rua cantou
E o povo na rua sorriu.
Sandra Subtil
sábado, 16 de abril de 2016
Preciso acreditar...
Arranca-me do peito esta dor,
este aperto,
este desassossego.
Deixa-me aninhar-me em teu colo
Voltar aos dias em que nada sabia da vida
Em que nada sabia do que é sofrer.
Passa-me a mão pelo cabelo
Canta-me uma canção de embalar.
Manda o papão embora
Para eu poder descansar.
Diz baixinho:
" Tudo vai dar certo".
Diz.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Amor...
Da janela vejo a lua
Da janela vejo o mar.
Da janela vejo o mundo
Vejo a vida a passar.
Na janela tenho rosas
Tenho cravos e jasmins.
Tenho o perfume das flores
Tenho as cores dos jardins.
Na janela pousam aves
Borboletas multicores.
Segredos, mentiras, verdades
Na janela espero amores.
Que seria de uma casa
Que janelas não tivesse?
Que seria de uma vida
Que amor não sentisse?
Por isso abro os braços à vida
Abro as janelas de par em par.
E o sol e o amor, de mansinho
Meu coração vêm beijar.
E esse beijo dado assim
De inefável maneira
Faz nascer em mim
A emoção mais verdadeira.
Amor, amor, amor.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Pele...
Na pele a luz
Na pele o toque
Na pele o desejo
Na pele o arrepio
Na pele o prazer
Na pele o calor.
Em mim desaguas como rio
E na pele a paixão
Na pele o amor
Na pele a emoção
Na pele húmida, nua
Na minha pele, na pele tua.
Sandra Subtil
sábado, 28 de novembro de 2015
Se não podes ser meu...
Que se calem as guitarras
Que não trinem os rouxinóis
Que o sol adormeça
Em negros lençóis.
Que murchem os lírios
Se apaguem as estrelas do céu
Que tudo chore, tudo morra
Se não podes ser meu.
domingo, 15 de novembro de 2015
O teu silêncio...
Fere-me o teu silêncio.
Mais do que palavras cruéis, amargas ou nuas
de sentido e sentimento.
Magoa-me o grito do teu silêncio.
O som dos
teus lábios cerrados fura-me as entranhas.
Este vazio de ti enche-me a
alma de tristeza.
Perdemo-nos no mesmo espaço.
Criámos um labirinto mudo
entre nós e esquecemo-nos de traçar a saída.
Às vezes a minha angústia
jorra pelos olhos e desenha-se em todo o meu corpo, pincelando-o de
tensão e automatismo. Mas tu, preso no silêncio que até a visão te
tolda, nada percebes e continuas ausente de ti (em mim).
E o muro
cresce.
Não deixa espaço às flores.
E eu volto a pegar no papel e
escrevo um conto de fadas só para mim.
sábado, 17 de outubro de 2015
folha...
Como uma folha que se solta com o vento
Assim danço eu pelos caminhos da vida.
Rodopio na névoa das manhãs,
na brisa dos dias,
na aragem das noites.
Inquieta;
periclitante,
receando a forma como vou aterrar.
Que seja leve!
sábado, 26 de setembro de 2015
Vida Sentida...
Triste fado que no salão ecoa.
Pungente, dolente,
onde o sentimento povoa.
Canta as tristezas da vida
As paixões perdidas
As saudades que matam.
Dá voz às mágoas vividas
Aos sonhos desfeitos
Aos amores que passam.
E na garganta fenece
a dor no peito nascida.
E o salão chora
a vida assim sentida.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Lua...

Queria contar às estrelas o quanto sou feliz
Mas tenho medo da lua.
Dizem que é falsa….traiçoeira….
Cortará ela em quartos a minha felicidade?
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Até que o Amor o queira...
Nos sulcos do tempo,
nos gomos da vida te encontrei
e não mais te quis perder.
Agarrei tua alma,
enlacei-a com cordas de emoção
e não mais te deixei partir.
Até que o amor o queira.
Até que a vida o permita.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
De ti apenas quero...
Fecho os olhos .
Ouço o silêncio gritando
em gotas pendentes
nos beirais dos teus olhos.
Sinto-o no mais fundo de mim
como punhais que rasgam a pele.
Daria tudo para não o sentir.
Daria o mundo para não o ouvir.
De ti quero apenas o sorriso
que ilumina o dia,
que afugenta as sombras,
que dá cor à vida
e voz ao mar.
de ti quero apenas o teu sorriso.
E é já tanto, meu amor...
Sandra Subtil, in entre o sonho e o sono, vol. V
Ouço o silêncio gritando
em gotas pendentes
nos beirais dos teus olhos.
Sinto-o no mais fundo de mim
como punhais que rasgam a pele.
Daria tudo para não o sentir.
Daria o mundo para não o ouvir.
De ti quero apenas o sorriso
que ilumina o dia,
que afugenta as sombras,
que dá cor à vida
e voz ao mar.
de ti quero apenas o teu sorriso.
E é já tanto, meu amor...
Sandra Subtil, in entre o sonho e o sono, vol. V
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
A (t) raça dos sonhos...
Foto de Amanda Cass
Fechaste a porta com violência
Soltou-se o pó em partículas.
Nada voltará a ser como antes.
Levaste contigo os sonhos que não vivi.
Rebusco em todas as gavetas
Em todos os cantos de mim
Talvez algum tenha ficado perdido,
esquecido,
escondido entre gotas de esperança.
Fotos antigas
Dores amadurecidas
Saudades novas
Foi apenas o que encontrei.
Dos sonhos nem rasto…
Apenas o cheiro acre a naftalina.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Amanheces em mim...
Amanheces em mim
quando os teus lábios roçam
o calor meloso da minha pele.
Quando os teus braços prendem
os meus medos e anseios
e as tuas mãos os libertam
na fogueira da paixão.
Amanheces em mim
quando o teu olhar se perde
nas colinas dos meus seios
E os teus dedos agitam
o mar de anémonas dos meus cabelos.
E nessa manhã de esplendor
tudo brilha, tudo é sol
tudo respira e revigora,
tudo grita o nosso amor.
sábado, 29 de novembro de 2014
Nascem flores no meu peito...
Imagem retirada da net
Nascem flores no meu peito
Sempre que o teu olhar me toca
E os teus lábios aquecem
O alvo gelo da minha pele.
São rosas, tulipas,
Lírios, jasmins.
São cravos,amores perfeitos
Verdadeiros e coloridos jardins.
Nascem flores no meu peito
E a vida germina,
desabrocha,
floresce
A vida perfuma,
o Amor acontece.
Sandra Subtil
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Leva-me para longe...
Leva-me para longe
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
Para lá destes campos de desencanto
onde a mágoa se deglute a cada dia
e nos definha por dentro.
Leva-me para longe
Para além das montanhas da desilusão
que nos tolhe os sonhos
e ceifa a alegria de viver.
Leva-me para longe
para um campo pintado de papoilas,
gritando ao vento
que são pássaros em voo rasante,
são sangue e terra
seiva e suor.
Leva-me para longe
para esse mundo de alegrias e esperanças
que eu sei que existe
muito embora não o consiga ( ainda) vislumbrar.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Ciclo de vida...
Imagem retirada da net
Olha soturna o espelho
(como sempre)
Os traços refletidos são disformes.
Linhas curvas sulcam-lhe o rosto
Onde também estão tatuadas a dor e a luta.
Tenta sorrir mas a luz não invade o seu olhar
(como sempre)
Passa água pelas faces,
Fecha os olhos, absorvendo a sua frescura.
Esfrega o sabonete com um vigor que desconhece possuir.
A espuma adocica-lhe a pele.
Inspira fundo.
(como sempre)
Está pronta
(por fora)
para um novo dia, repleto de velhos gestos.
Está seca
(por dentro)
das novas bofetadas da vida.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Recebi mais do que dei...
Foste chão quando precisei de terra firme
Foste nuvem quando o céu era o meu destino.
Foste abraço quando o desespero me assolou
Foste farol quando perdida me encontrei.
Foste mel quando a vida me amargurou
Foste ombro quando em lágrimas me lavei.
Foste estrela quando a escuridão me inundou
Foste fogo quando o frio me enregelou.
...
Sim, eu sei
Recebi mais do que dei.
E é essa absoluta certeza
que me gela por dentro
e se torna hoje, a minha maior fraqueza.
Sandra Subtil
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
In memoriam...
Há dias que são noite dentro de nós.
Noites densas, sem luar,
Sem o fulgor das estrelas,
sem o brilho do teu olhar.
Nesses dias é a tua voz que ouço:
arrastada, sofrida, gasta.
É a tua mão que vislumbro,
estendida
num esforço sentido de agarrar a vida,
essa mesma que fugia por entre cada gemido que exalavas.
Mas serão sempre os teus olhos que me preencherão as lembranças.
Olhos de corça perseguida pelo mais implacável predador.
Olhos suplicantes, sem voz,
mas que gritavam no mais fundo de cada um de nós.
São eles que me perseguem dia e noite.
Nos dias que são noite dentro de mim
e nas noites que passaram a ser dia
porque estão cheios de ti e
do vazio e da tua ausência.
Para ti, Lourdes.
...mais de um mês na escuridão dos dias...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
offline..........
Caros amigos
A minha vida pessoal e profissional não me permite de momento dar a devida atenção a este espaço, nem visitar os amigos da forma que merecem.
Perdoem-me a ausência, o silêncio.
Nem sempre a vida decorre como planeamos. Os imprevistos surgem e roubam pedacinhos de nós: energia, motivação, inspiração, alento...
Vou ausentar-me da blogosfera por tempo indeterminado.É de coração apertadinho que o faço, mas tem que ser.
A cada um de vós deixo um abraço sentido.
Até já...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Do tempo...

Imagem retirada da net
Doridas as horas em que repouso o cansaço dos dias cinzentos.
Perecíveis os minutos em que embalo os meus sonhos rosa.
Benditos todos os segundos em que os teus lábios,
Poesia,
tocam os meus negros sentidos .
domingo, 8 de setembro de 2013
Coleccionadora de palavras...
Foto retirada da net
Guardo em mim
Mil e uma palavras sussurradas.
Foram sopradas em noites quentes de inverno
Quando olhávamos as labaredas de um fogo
que só em nós existia e queimava.
Enchiam-me os ouvidos, quase transbordavam e se perdiam.
Tive então que deixá-las escorrer no papel
Antes que alguém resgatasse esses sopros que eram só meus.
Desde aí sinto em mim
Uma avalanche de emoções.
Fecho os olhos.
Selo os lábios.
Amarro as mãos.
Não as quero perder.
São minhas, só para mim
Vou guardá-las sempre
bem juntinho ao coração.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Vibrato...
Imagem retirada da internet
Num sopro sussurrado entre sílabas quentes de paixão.
Estremeci.
A tua voz ancorou no meu peito e aí se aninhou
Procurando o calor húmido da minha pele
E o vibrato compassado do meu coração.
Ah….Não há melodia mais bela
Que aquela composta pela fonética do amor
E afinada pelas cordas da emoção.
Sandra Subtil
in Erotismus, Impulsos e Apelos
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