Sou

A minha foto
Portalegre, Portugal
"Sonho que sou alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quanto mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho...E não sou nada!..." Florbela Espanca

terça-feira, 15 de outubro de 2013

offline..........





Caros amigos
A minha vida pessoal e profissional não me permite de momento dar a devida atenção a este espaço, nem visitar os amigos da forma que merecem.
Perdoem-me a ausência, o silêncio.
Nem sempre a vida decorre como planeamos. Os imprevistos surgem e roubam  pedacinhos de nós: energia, motivação, inspiração, alento...
Vou ausentar-me da blogosfera por tempo indeterminado.É  de coração apertadinho que o faço, mas tem que ser.
A cada um de vós deixo um abraço sentido.
Até já...







quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Do tempo...




Imagem retirada da net





Doridas as horas em que repouso o cansaço dos dias cinzentos.
Perecíveis os minutos em que embalo os meus sonhos rosa.
Benditos todos os segundos em que os teus lábios,
Poesia,
tocam os meus negros sentidos .




domingo, 8 de setembro de 2013

Coleccionadora de palavras...





Foto retirada da net




Guardo em mim
Mil e uma palavras sussurradas.
Foram sopradas em noites quentes de inverno
Quando olhávamos as labaredas de um fogo
que só em nós existia e queimava.
Enchiam-me os ouvidos, quase transbordavam e se perdiam.
Tive então que deixá-las escorrer no papel
Antes que alguém resgatasse esses sopros que eram só meus.
Desde aí sinto em mim
Uma avalanche de emoções.
Fecho os olhos.
Selo os lábios.
Amarro as mãos.
Não as quero perder.
São minhas, só  para mim
Vou guardá-las sempre
bem juntinho ao coração.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vibrato...

Imagem retirada da internet




Chamaste-me baixinho
Num sopro sussurrado entre sílabas quentes de paixão.
Estremeci.
A tua voz ancorou no meu peito e aí se aninhou
Procurando o calor húmido da minha pele
E o vibrato compassado do meu coração.
Ah….Não há melodia mais bela
Que aquela composta pela fonética do amor 
E afinada pelas cordas da emoção.


Sandra Subtil 

in Erotismus, Impulsos e Apelos





quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Madrigais...




Imagem retirada da internet






Ah! Os madrigais que se escondem nos teus olhos...
Papoilas salpicando searas de brisa!
São eles que me embalam
Como mãos de terna mãe
Nas noites em que os pássaros 
choram, choram
E o seu gemido dorido
Não me permite serenar.
Vozes de vento norte que se calam em mim
Quando decifro as suas rimas.
Verbos que se conjungam no imperativo,
Fazendo do agora 
Um presente mais do que perfeito.
Meu Amor!
Como amo ler essa poesia!







terça-feira, 13 de agosto de 2013

Imagem retirada da internet




Um anjo desceu da eternidade
Galgou escarpas bravias
E pousou docemente no teu leito.
Suaves as mãos com que te acariciou
Ternos os olhos com que te beijou.
No teu peito descansou a face éterea
E cheirou-te mansamente os cabelos.
Sentiu a tua energia e carregou-a em suas asas.
Inspirou a tua força e ganhou balanço para o voo de regresso ao limbo.
Levava um pouco de ti.
Isso lhe bastava para prosseguir a caminhada.





quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quod facis, fac citius

Imagem retirada da net




Na hora em que as bocas se unem
No minuto em que as línguas se tocam
O coração pára por um segundo.
Estranhas as sensações sempre novas e sumarentas
Que me invadem numa inaudível explosão.
Os teus olhos têm o brilho de pólvora
E é neles que me perco por tempo indefinido
Até que o rastilho preso entre os teus dedos
De novo se acenda
E o mundo se desfaça
em estilhaços de dor e prazer.


in Erotismus, Impulsos e Apelos







terça-feira, 16 de julho de 2013

chovem os meus olhos...





Foto de Simona Andrei





Chovem os meus olhos
Nas madrugadas tristes e frias.
Rios transbordantes de águas fecundas de solidão.
Chovem os meus olhos
Nas manhãs salpicadas de rubro
Quando a secura da saudade
Geme dilacerante no peito.
Chovem os meus olhos
Nas noites amadurecidas, perdidas
Dolorosamente sentidas.
Chovem os meus olhos
Por entre o nevoeiro denso de mim.
Chovem. Bátegas salgadas por ti.





quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mudo


1954, Ralph Morse, Jet Age Man





Mudo
Calado
Hirto.

Mudo
Atónito
Silencioso.

Mudo
Taciturno
Amorfo.

Mudaste.

Eu ?
Mudo também.



Sem tempo...Perdoem-me os amigos. Em breve colocarei as visitas em dia. Beijos e abraços .








sexta-feira, 21 de junho de 2013

A tua ausência...




Imagem retirada da net




É na tua ausência que paro de respirar
E tudo estagna em redor.
É na tua ausência
Que os pássaros não trinam, choram
E os lobos deixam de uivar.
É na tua ausência
Que a minha alma deambula por lugares inexistentes
E apenas o corpo está
[ não estando].
É na tua ausência
Que sinto e sei o que é a dor.





segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vou prender nas minhas mãos...




Imagem retirada da internet









Vou prender em minhas mãos
o calor do sol,
o canto dos pássaros,
o cheiro das manhãs.

Vou esconder entre os meus dedos
o riso das crianças,
o brilho da chuva,
a magia da noite.

Vou fechar nos meus sentidos
a delicadeza das flores em botão,
a força do mar,
a doçura de uma mãe.

Tudo isto vou guardar em mim
quando partir desta vida
E desta forma te terei:
Inteiro, completo, eternamente meu.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Arco-íris...






Dancers
Ryan Taylor






Acaricia-lhe a nuca esguia
Nela depositando o sal dos seus lábios.
No rosto o brilho de mil flores
E no corpo a melosa humidade do desejo.
Entre doces frémitos de prazer
Solta a língua num bailado delicado.
As mãos entrelaçam-se
Com a força que só a paixão consente
E um arco-íris rompe
Por entre as lágrimas que brotam das entranhas
Destes dois corpos feito um.




domingo, 9 de junho de 2013

Desilusão


Caminhos de Luz – acrilico sobre tela- Alda Maria Maltez
http://aldamaria.wordpress.com/



Há verdades que chegam como bênçãos.
Aliviam o peito  e elevam a alma.
Há outras que trazem consigo o peso de mil dores
e enegrecem o ser, salpicando-o de horror.
A essas chamo desilusão.



quarta-feira, 5 de junho de 2013

E chega um dia que cansa...

Foto de   Fernando Batista                                                                                         http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com/




E chega um dia que cansa.
E chega um dia que basta.
Olhas-te ao espelho e já não te reconheces.
O que deixaste que fizessem de ti?
O que fizeste de ti?
Os minutos, as horas ardem com sofreguidão na fogueira dos dias.
E nesse correr veloz e inexorável
perdeste o teu vigor.
A tua essência.
Deixaste-te moldar por mãos frias e insensíveis.
Perdeste as tuas formas originais,
delicadas, suaves, tão tuas.
Mas tem um dia  que cansa.
Cansa ser marioneta do destino, da sorte ou do azar. Da vida.
E nesse dia: chega!
O barro estala. Parte. Estilhaça!
Ainda irás a tempo de reconstruir a tua história?




domingo, 2 de junho de 2013

Aqui se inquietam os meus olhos





Imagem retirada da net



Aqui se inquietam os meus olhos.
Neste quarto vazio
Feridos pela escuridão dos dias.
Magoados pela luz de sonhos mutilados.
Aqui se inquietam os meus olhos
Nestas paredes nuas,
pintadas a  sangue vivo.
Olhos gastos,
ardentes, lacrimejantes
sem cor definida.
Sem brilho.
Aqui se inquietam os meus olhos
neste labirinto pardacento
que é a vida.



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Podes um dia ...


Foto de Christoffer Relander 




Podes um dia
Ser muralha
Ser pedra
Ser betão.
Podes um dia
Ser brisa
Ser vento
Ser canção.
Podes um dia
Ser berço
Ser fogo
Ser abraço.
Podes.
Basta acreditar!





sábado, 25 de maio de 2013

Perdão...









Foto de © Attila Kozó








Peço perdão.

Pelas palavras não ditas.
Pelos olhares não trocados.
Pelos beijos não dados.
Peço perdão.

Pelos abraços contidos.
Pelas carícias aprisionadas.
Pelos desejos amordaçados.
Peço perdão.

Por ter sido fraca.
Cobarde.
Por não arriscar.
Peço perdão.

Por não te deixar amar.
Por viver nesta ostra que criei
E que com laços de seda fechei.
Peço perdão.

Desvio os olhos do espelho...
Não!
Jamais me conseguirei perdoar.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Primavera...




Dima Dmitriev _Open ArtGroup






Flores que cantam suaves melodias
Aves que adoçam as mornas manhãs.
Brisa que perfuma as ruelas dos dias.
É a vida que vibra, palpitante
Mal a noite morre no céu
E os lábios do tempo desenham na aurora
um sorriso contagiante, com  cheiro a magia e sabor a romã.





quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nús, os teus braços.






Nos Braços de Morfeu,  Willian E. Reynolds-Stephens (1894).






Céu maior este que hoje me enfeita
É tecido a ponto luz
e perfumado de jasmim.
Mãos hábeis o urdiram
Numa inspiração sem fim.
As aves debicam suas linhas
frágeis, sedosas e coloridas.
Entrelaçam-nas com o zelo
De quem lambe as suas feridas.
Olho-te.
Nús, os  teus braços.

E aí se desfaz em retalhos
A manta celeste que me cobre.




domingo, 12 de maio de 2013

Urgências de manhãs claras...



Foto de Karin Rosenthal 





Desvendas os segredos da minha pele molhada
com a mesma urgência que a manhã suspira por vida.
Lês nos meus lábios os silêncios da madrugada
E calas nos meus olhos a angústia dos dias vazios.
Entrego-me com a certeza que nunca
[como agora]
o mundo tão bem coube nas nossas mãos.





segunda-feira, 6 de maio de 2013

Deixa-me partir...







Foto de Abe Frajndlich









Já um dia te pedi que me deixes partir.
Estou melhor longe de mim.
As mágoas afogam-me.
Roubam-me o ar.
Sinto-me asfixiar num corpo que não é meu.
Porque vim ter aqui?
Porque me prendes com o teu olhar?
Deixa-me ir.
Levar comigo estas sombras que me enchem os dias
E dão luz às minhas noites.
Deixa-me partir.
Pôr fim aos frémitos de dor que perpassam o meu ser.
Não me olhes.
Não me dês um motivo para ficar .
Preciso de ir.
Cerrar os olhos.
Enfim repousar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tu e Eu...



Imagem retirada da net



As mãos
[as tuas]
Os braços
[os meus]
Procurando amparo
Suspirando ninho.
As mãos
[as minhas]
Os braços
[os teus]
Num encaixe perfeito
Côncavo e convexo
da paixão
do amor
da vida.
Assim, enlaçados
Tu e Eu.




domingo, 28 de abril de 2013

Eu sem ti...







Foto de Arno Rafael Minkkinen






Como barco à deriva no mar
Assim erro eu sem tua mão que me guie, teu braço que me apoie
E a tua boca que me beije.




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aqui há poetas...





É já no sábado que decorrerá a apresentação da antologia "Poesia Sem Gavetas" editada pela Pastelaria Estudios Editora e na qual participo com 3 poemas.

Aqui fica um dos seleccionados.



Janela 


Lembro-me bem como gostavas daquela janela.
Virada para o mar,
pintada de azul,
abraçava a tua vista e afagava-te a memória.
Mal os primeiros raios de sol beijavam os lábios do dia,lá ias tu,
ligeiro,
pousar os teus sonhos no parapeito de madeira já seca.
O rebentar das ondas embalava-te as lembranças,
o cheiro da maresia perfumava-te os sentidos e invadia o quarto.
Depois voltavas.
Revigorado.
Sorrindo.
Sempre.
Delicadamente depositavas um beijo salgado na minha boca
e nesse doce despertar eu me entregava,
aconchegando-me nas conchas dos teus braços,
procurando as pérolas que sempre guardavas para mim.
E a janela permanecia aberta, trazendo até nós
os gritos de liberdade das gaivotas.
Mas naquele dia não te levantaste.
Adormeceste asfixiado pela escuridão da noite.
E a janela de que tanto gostavas não mais se abriu.
As persianas cerraram-se
e choram até hoje a tua ausência.






domingo, 21 de abril de 2013

Trilhos da vida





Foto de Miguel Caamano Jara





Caminho trôpega por trilhos agrestes
Na ânsia de chegar
Onde nenhum pássaro ainda ousou fazer ninho.
É esse o meu lugar!
E eu que não tenho bússola
Eu que sou arrastada pela monção
Não desisto.

Vejo o amor a nascente
Pressinto o prazer no ocaso
Mas a paz...

Ah! A paz.
Essa está para além de qualquer direcção
e nenhum mapa a tem assinalada.
Contudo 
é ela o meu Norte







quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quiçá...

Imagem retirada da net





Quando a tristeza é profunda
Não feches a porta, abre uma janela!
Quiçá uma pena de andorinha
Entre por ela e se aconchegue a ti,
Trazendo consigo os cânticos frescos da primavera em flor.





sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mundo ao contrário...

Foto de Alberto Korda



O chão se fez céu das aves e o espaço virou terra firme dos homens.
Nada é como me contaste.
Como sonhei, sentada nos teus joelhos, 
vendo o mundo passar em tiras coloridas 
onde o azul brilhava mais forte que o sol que sempre trazias nos lábios.
Nada é como as histórias que me ensinaste,
como a magia que te saltava dos olhos
quando me embalavas com doces palavras para eu sonhar.
Vi o mundo ao contrário.
E agora?
Como viver esta realidade sem ti?
Deste-me asas, 
ensinaste-me a voar,
mas não me preparaste para pousar 
e não ter o aconchego dos teus braços onde me aninhar.




Parabéns, onde quer que estejas, Pai!

Faltas-me...






terça-feira, 9 de abril de 2013

Não fales de amor...






Imagem retirada da internet




Não fales de Amor.
Que sabes tu do Amor
Para te atreveres a proferir o seu nome?
Não tens um olhar caloroso que te envolva.
Não tens uns braços ternos que te enlacem.
Não tens um coração meigo que se aconchegue ao teu.
Não tens umas mãos delicadas que acariciem as tuas.
Não tens uns lábios de framboesa que silenciem os teus.
Não tens uma alma que compreenda a tua.
Não tens.
Porque os pássaros ganharam asas,
aprenderam a voar.
Saíram do ninho.
Passam os dias em voos de descoberta e felicidade.
E tu ficaste prisioneiro na gaiola da solidão.
Por isso te digo:
Não ouses falar de Amor.






sábado, 6 de abril de 2013

Jardins da vida...








Desfio com emoção o meu rosário de memórias.
São tantas as recordações que compõem a minha história!
Há um sorriso de saudade que se solta deste viver
e chegam até mim vozes de criança,
sonhos, projetos, olhares sedentos de saber.
Dei de mim tudo o que podia.
Ouvi quando queria gritar
Sorri quando a tristeza me consumia
Acarinhei quando também eu precisava de uma mão.
Ensinei, aprendi, cuidei
Fui pai, mãe, amigo, irmão.
A vontade, a dedicação, a persistência, a vocação
sempre pintaram os dias de amor que doei à educação.
Tudo valeu a pena.
Encerro esta viagem pelas esquinas do tempo.
Espreito pela janela onde o sol ainda me acena.
Sorrio.
Tenho ainda tantas flores à minha espera noutros jardins.




Texto escrito para a sessão de homenagem ao pessoal docente e não docente que se aposentou no Agrupamento Vertical de Ponte de Sor . 
Obrigada à direção do Agrupamento por confiar nas minhas palavras.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eu...




Imagem retirada da net



Queria ser uma bolha de sabão.
Dessas coloridas e perfumadas que espalham felicidade e risos de criança pelo ar.
Mas depois pensei que a sua passagem é efémera e rebenta num ápice,
deixando marcada nos olhos a desilusão da magia quebrada.
Quis então ser um papagaio de papel;
voar bem alto e planar sob o azul do céu, orientada apenas pelas mãos inocentes de meninos sonhadores.
Mas pensei que nem sempre o vento sopra de feição, 
nem sempre a pipa se eleva no ar, 
nem sempre os fios se deixam comandar.
Decidi então ser só eu.
Não tenho as cores da bolha, nem o perfume do sabão; 
não tenho a leveza do papagaio nem a capacidade de voar,
mas tenho dentro de mim o sonho e a força sem fim de lutar.







terça-feira, 26 de março de 2013

De dentro para fora...


"Lenda do Lis e do Lena" 

Quadro a óleo, cópia do original de Augusto Mota 




Por vezes dói.
Por vezes arranha.
Mas a mágoa deglute-se
E o sorriso brota de fora para dentro.
Engana os olhos de quem passa.
Alegra a boca de quem olha,
mas jamais enganará os braços de quem nos ama.
Ah! A magia de um abraço...
E tudo revigora de dentro para fora.




domingo, 24 de março de 2013

Dias que marcam ...


"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."

(Há quem atribua a frase a Cecília Meireles, mas tenho algumas dúvidas)





Este sábado, em Leiria, decorreu a apresentação da V Antologia dos Poetas Lusófonos na qual tenho o prazer de participar com três poemas de minha autoria.
Uma tarde muito agradável, num ambiente lindíssimo ( Museu Imagem em Movimento) e com a poesia sempre presente: nas palavras, na música , nos sentimentos.




Melhor do que ter as minhas palavras presentes nesta antologia, foi poder abraçar alguns amigos , até agora virtuais.
Vi ao vivo e a cores a minha linda Flor de Jasmim e o meu adorável Rui ( com pinta) Pascoal e a sua querida esposa. 
 Foi um encontro que muito me emocionou e que ficará gravado na minha memória de afetos.
 Pude dividir este momento com o meu filho mais velho e com a amiga Carla David do blog Orquídea que já conhecera anteriormente.  



Penso que o meu sorriso expressa bem a minha alegria e diz mais que mil palavras que aqui possa escrever.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Maremoto ...




Imagem retirada da net





Lentamente me despertas destes sonhos cinza
Que a noite me oferece, envoltos em neblina.
Adamastores que vivem em mim.
O teu beijo salgado derrete o cansaço
Em que os braços gélidos da vida insistem em me enlaçar.
As tuas mãos afagam as louras vagas do meu cabelo
E aí navegam em suaves e infinitas blandícias.
Submersa no teu olhar, 
Já nem sei se vivo ou naufrago neste maremoto de emoção.
E as línguas soltam-se ávidas.
E os beijos aventuram-se sem receio.
Mergulhas em mim como barco à procura de abrigo
E eu deixo-te entrar, como farol que guia e conduz.
E o mar revolta-se, 
rebentando nas rochas ondas misteriosas de paixão, 
vestidas de prazer e tecidas a luxúria.




domingo, 17 de março de 2013

O teu sorriso




Entre o brilho de uma estrela 
e o perfume de uma flor
há o teu sorriso.
Discreto
Como gato manso
Meigo
como pena de andorinha
Quente
Como a luz de mil sóis.
É ele que me guia nos dias mais frios
quando o nevoeiro denso 
cobre os caminhos da vida.
O teu sorriso, pai
é do mundo. 
Da eternidade.
Mas na loucura do egoísmo guardo-o em mim.
É que me aquece por dentro, sabias?





Faltas-me.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Morres-me...



Foto de Madeline Masarik




A tua voz foi a primeira lembrança  a desaparecer.
Sei que era doce.
Que me aconchegava.
Reconfortava.
Aquecia. 
Ah, era quente! Tão quente...
Fecho os olhos, tento ouvi-la no mais fundo de mim, mas nada escuto.
Choro de desespero.
Como me pude permitir esquecê-la?
Se te amava tanto
Se te queria com alma?
Como me podes morrer nos tímpanos, na retina, nos poros?
Morres-me.
E tanta pele que me falta...
E tanto sal se dissolve...
Depois desapareceu o teu cheiro.
Esse que gravavas na minha pele, na minha roupa, nos meus cabelos.
Sei que era intenso.
Que me abraçava.
Inebriava. 
Ah, era inebriante, sim.
Aspiro sofregamente, mas nada me chega de ti.
Apenas o aroma aniquilador da saudade.




quinta-feira, 7 de março de 2013

Fragilidades...

Foto de Tatiana Mikhina




Já não sou a gata mansa
Que ronronava baixinho, num sopro. 
Hoje sou leoa feroz
Que ruge alto e selvagem.

Já não sou apenas um espinho
Seco, duro e doloroso. 
Hoje sou rosa silvestre
Que desbrava o mato espalhando seu aroma.

Já não sou cinza arrefecida,
Poeirenta, inútil e só.
Hoje sou fogo incandescente
Que tudo inflama em redor.

Já não levanto a bandeira branca
Procurando sempre o último lugar da fila. 
Hoje sou a lutadora
Que comanda todas as batalhas.


Já não sou o grão de areia
Que incomoda no sapato 
Hoje sou rochedo sólido.
Imune até à erosão.


Já não sou marioneta esquecida
À espera que me dêem vida.
Hoje sou a actriz principal
Que abraça o palco e  bebe a emoção.

Vês como um dia tudo se transforma?





Para todos (homens e mulheres ) que fazem das fraquezas, forças.







quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Inspiração...



Foto de Fernando Batista
http://olhares.aeiou.pt/febat
http://www.fbatistaphoto.smugmug.com


Não sei se és raio de sol ou pingo de chuva
Se és maldição, martírio ou bênção que me escolheu.
Não sei se és sopro de anjo,
suspiro de demónio,
brilho de lua
ou embalo das mãos de Morfeu.
Que força esta que sinto
Quando me sussurras ao ouvido 
As palavras que hei-de pintar no papel?
És luz ou escuridão?
Sal, pimenta, chocolate ou mel?
És tempestade, avalanche
Ou calmaria e bonança?
És refúgio, porto de abrigo
Ou riso fresco de criança?
Não sei.
Não sei o que és, de onde vens
ou como chegas.
Sei que te sinto.
Que me és, que te sou
e por isso escrevo, grito, morro
no mar de emoções que em mim se gerou.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Os meus fantasmas...




Foto de Alberich  Mathews



Fecho os olhos num ápice.
Não quero vê-los.
Não consigo.
Sei que me tirarão o sono.
O seu olhar perseguirá os meus passos
E transformará as noites em pesadelos.
Cerro as pálpebras.
Não quero ver o seu negrume.
Tenho receio que me fira a íris
E nunca mais possa enxergar a cor da vida.
Sei que me rodeiam
Que vivem em mim.
Não os alimento,
não os acalento,
mas sinto-os ,
entranhados na pele,
arranhando a garganta,
corroendo as entranhas.
Quem ousa dizer ainda que os fantasmas não existem?




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Espelhos...






Foto Pull_Me_Under_by_YEGIN





Não me julgues pelo sorriso tímido
Há em mim uma força desmedida
(escondida)
Não me julgues pelo olhar frágil
Há em mim uma batalha constante
(oculta)
Não me julgues pelo andar pesado
Há em mim a leveza das nuvens
(disfarçada)
Não me julgues pelo corpo disforme
Há em mim a delicadeza das flores
(adormecida)
Não me julgues pelas palavras tristes
Há em mim uma alegria de vida
( contida)
Nada é o que parece.
Ninguém é o que se vê.
Atrás dos espelhos há sempre essência por revelar
Que por medo, cobardia, vergonha
ou pela simples condição humana
Vive hibernada à espera do sol chegar.




sábado, 16 de fevereiro de 2013

Pássaro azul...



Persegue o cheiro a jasmim que exala dos longos cabelos.
Conhece de cor os seus passos.
Leves.
Compassados.
Como uma angelical melodia.
Alcança-a com os lábios.
Sente os dela nos seus.
Quentes.
Carnudos.
Como uma romã sumarenta e doce.
Despe-a com o olhar.
Nos ombros beija a ternura
E nos seios suga a vida palpitante de emoção que aí se aninha.
Afaga a meiguice das ancas.
Rende-se à força húmida das coxas.
Entra nela com a suavidade de uma manhã de primavera.
Os raios de sol aquecem o quarto.
Os sentidos aquecem os corpos.
E ainda duvidas que há pássaros azuis?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

E tudo geme...

Foto de Noell S. Oszvald



Noites sem fim em que os cansaços ressoam.
Ficam suspensos os sonhos que alimentaste com sal e dor.
Acreditaste um dia que o céu era azul 
e hoje apenas sentes as asas dos corvos, 
cobrindo com seu manto negro, 
o safira celeste da vida.
Dias sem fim em que os silêncios ecoam .
E os  corpos esconsos, 
desidratados de esperança,
calcorream as calçadas
à procura de resquícios de fé que os impeçam de desistir.
Até quando o negrume nos roerá os ossos?
E tudo geme...
E tudo sofre.