Imagem retirada da net
Queria ser uma bolha de sabão.
Dessas coloridas e perfumadas que espalham felicidade e risos de criança pelo ar.
Mas depois pensei que a sua passagem é efémera e rebenta num ápice,
deixando marcada nos olhos a desilusão da magia quebrada.
Quis então ser um papagaio de papel;
voar bem alto e planar sob o azul do céu, orientada apenas pelas mãos inocentes de meninos sonhadores.
Mas pensei que nem sempre o vento sopra de feição,
nem sempre a pipa se eleva no ar,
nem sempre os fios se deixam comandar.
Decidi então ser só eu.
Não tenho as cores da bolha, nem o perfume do sabão;
não tenho a leveza do papagaio nem a capacidade de voar,
mas tenho dentro de mim o sonho e a força sem fim de lutar.
































